terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Vermelho - parte 1

*Texto sugerido pelo Gato Felix

É quase uma heresia perguntar-me sobre o vermelho. Eu escreveria uma tese de doutorado inteira sobre essa cor e ainda teria assunto. Há tantos espectros a serem abordados que eu resolvi dividir esse texto em duas partes, uma com uma abordagem mais técnica e outra com as relações insanas de minha cabeça relativas ao vermelho.
Iniciando minha abordagem a la “teoria de cores de Itten” vamos explicar de fato o que é uma cor. Cor é luz. Pelo menos a cor que vemos é luz. A cor que aparece em qualquer coisa impressa ou pintada é a cor-pigmento.
O vermelho enquanto luz é puro espectro vermelho. Não é preciso misturar quaisquer raios luminosos para obtermos o vermelho. Ele simplesmente está ali, puro, na natureza. É a cor visível com a maior freqüência de onda, por isso tão usado em sinalizações, proibições, marcas de atenção e etc. E sempre em conjunto com a verde (sua cor complementar), que possui em tudo o oposto. O vermelho é a primeira cor a ser percebida pelo cérebro. Por isso sua larga utilização em advertências.
Em relação ao vermelho pigmento, para ser reproduzido como a luz que vemos é preciso pigmento magenta, amarelo e um pouquinho só de preto. Isso para obtermos o “vermelho ônibus biarticulado”. Quando uma cor é misturada a preto ou branco, mantém sua característica simbólica somada a característica do preto ou do branco.
Nesse ponto, uma observação simbólica interessante. Vermelho (a paixão) misturado ao branco (pureza), resulta no rosa, cor simbolo da feminilidade (se você não é como eu que considera a verdadeira feminilidade, inatingível para a maioria das mulheres, a paixão pura, por favor, eu quero mais opiniões!). Vermelho e preto (trevas) e temos o vinho. E não falarei do vinho agora, porque essa relação é insana demais para essa primeira parte.
Impressionado? É claro que não! Isso está nos livros, com pouquíssimas das minhas relações conspiracionistas. A próxima parte será bem mais interessante. Agora, leitor, o básico, pelo menos, você sabe.


*Próxima postagem: Vermelho – parte 2

Porcelana

Muito além da comum metáfora da fragilidade, existem pessoas que são porcelanas. Não essas porcelanas que achamos igualmente belas em grandes magazines. Falo da verdadeira porcelana. Daquela a qual é dedicada uma sala inteira na Casa Branca.
A verdadeira porcelana é o maior orgulho de seu criador. Não apenas um belo jogo de pratos, mas uma peça de arte, única. E por isso o artesão, quando tiver coragem de colocá-la a venda, só o fará com a plena consciência do comprador. Não é qualquer um que pode ter a verdadeira porcelana. Não apenas financeiramente falando. É preciso berço, pedrigree. Como qualquer comprador de uma Ferrari. Não é qualquer pessoa que entraria na Tiffany’s e pediria pela verdadeira porcelana.
Aquele que se torna o feliz possuidor de uma porcelana tomará o máximo de cuidado com ela. Dificilmente a tocará e raramente a usará. Ela será o seu orgulho e seu tesouro. Ele a exporá feliz para o seleto grupo de amigos entre uma taca de conhaque e outra, e recolocará seu lugar na cristaleira. Seria uma dor imensa ver um único arranhão em sua superfície alva e esmaltada.
Quando finalmente o proprietário resolver usa-la (na presença do Papa, talvez), será um martírio ver os talheres (ainda que de prata) rangendo contra sua cara porcelana. E quando um único prato quebrar-se, dolorosa será a separação de seus cacos. Talvez seja guardado um prato ou outro. Mas nunca terá mais valor a verdadeira porcelana incompleta.
Quanto à porcelana, pouco se sabe o que ela quer. Apesar de igualmente refinada, ela não é um cristal, pelo qual se pode ver através. Ela é opaca, dura e de fragilidade imensurável. Sabe-se que quanto mais brocados, melhor ela será. A faz esquecer seu passado de argila.
Talvez o que queira uma porcelana, além de implorar por não ser quebrada, é ser tocada, usada, e exposta. E é claro, viver para sempre.


*Proxima postagem: Vermelho - parte 1

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Um aviso do gato...

Ola, queridos!
Em breve (muito breve) postagens contendo algumas neuras, metaforas e associacoes bizarras da minha mente...
Me perguntam do Cheshire e porque essa fixacao.
O Cheshire eh tudo.
Ele eh um guia, um conselheiro e ao mesmo tempo uma pedra no sapato. E com uma alma meio cigana. Bateu o vento Norte e lah foi ele! Nada melhor para descrever como sera esse blog. As vezes, quando bater a vontade de escrever, escrevo. Se nao der tambem...
Mas aguardem.

*Proxima postagem: Porcelana