*Texto sugerido pelo Gato Felix
É quase uma heresia perguntar-me sobre o vermelho. Eu escreveria uma tese de doutorado inteira sobre essa cor e ainda teria assunto. Há tantos espectros a serem abordados que eu resolvi dividir esse texto em duas partes, uma com uma abordagem mais técnica e outra com as relações insanas de minha cabeça relativas ao vermelho.
Iniciando minha abordagem a la “teoria de cores de Itten” vamos explicar de fato o que é uma cor. Cor é luz. Pelo menos a cor que vemos é luz. A cor que aparece em qualquer coisa impressa ou pintada é a cor-pigmento.
O vermelho enquanto luz é puro espectro vermelho. Não é preciso misturar quaisquer raios luminosos para obtermos o vermelho. Ele simplesmente está ali, puro, na natureza. É a cor visível com a maior freqüência de onda, por isso tão usado em sinalizações, proibições, marcas de atenção e etc. E sempre em conjunto com a verde (sua cor complementar), que possui em tudo o oposto. O vermelho é a primeira cor a ser percebida pelo cérebro. Por isso sua larga utilização em advertências.
Em relação ao vermelho pigmento, para ser reproduzido como a luz que vemos é preciso pigmento magenta, amarelo e um pouquinho só de preto. Isso para obtermos o “vermelho ônibus biarticulado”. Quando uma cor é misturada a preto ou branco, mantém sua característica simbólica somada a característica do preto ou do branco.
Nesse ponto, uma observação simbólica interessante. Vermelho (a paixão) misturado ao branco (pureza), resulta no rosa, cor simbolo da feminilidade (se você não é como eu que considera a verdadeira feminilidade, inatingível para a maioria das mulheres, a paixão pura, por favor, eu quero mais opiniões!). Vermelho e preto (trevas) e temos o vinho. E não falarei do vinho agora, porque essa relação é insana demais para essa primeira parte.
Impressionado? É claro que não! Isso está nos livros, com pouquíssimas das minhas relações conspiracionistas. A próxima parte será bem mais interessante. Agora, leitor, o básico, pelo menos, você sabe.
*Próxima postagem: Vermelho – parte 2
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Porcelana
Muito além da comum metáfora da fragilidade, existem pessoas que são porcelanas. Não essas porcelanas que achamos igualmente belas em grandes magazines. Falo da verdadeira porcelana. Daquela a qual é dedicada uma sala inteira na Casa Branca.
A verdadeira porcelana é o maior orgulho de seu criador. Não apenas um belo jogo de pratos, mas uma peça de arte, única. E por isso o artesão, quando tiver coragem de colocá-la a venda, só o fará com a plena consciência do comprador. Não é qualquer um que pode ter a verdadeira porcelana. Não apenas financeiramente falando. É preciso berço, pedrigree. Como qualquer comprador de uma Ferrari. Não é qualquer pessoa que entraria na Tiffany’s e pediria pela verdadeira porcelana.
Aquele que se torna o feliz possuidor de uma porcelana tomará o máximo de cuidado com ela. Dificilmente a tocará e raramente a usará. Ela será o seu orgulho e seu tesouro. Ele a exporá feliz para o seleto grupo de amigos entre uma taca de conhaque e outra, e recolocará seu lugar na cristaleira. Seria uma dor imensa ver um único arranhão em sua superfície alva e esmaltada.
Quando finalmente o proprietário resolver usa-la (na presença do Papa, talvez), será um martírio ver os talheres (ainda que de prata) rangendo contra sua cara porcelana. E quando um único prato quebrar-se, dolorosa será a separação de seus cacos. Talvez seja guardado um prato ou outro. Mas nunca terá mais valor a verdadeira porcelana incompleta.
Quanto à porcelana, pouco se sabe o que ela quer. Apesar de igualmente refinada, ela não é um cristal, pelo qual se pode ver através. Ela é opaca, dura e de fragilidade imensurável. Sabe-se que quanto mais brocados, melhor ela será. A faz esquecer seu passado de argila.
Talvez o que queira uma porcelana, além de implorar por não ser quebrada, é ser tocada, usada, e exposta. E é claro, viver para sempre.
*Proxima postagem: Vermelho - parte 1
A verdadeira porcelana é o maior orgulho de seu criador. Não apenas um belo jogo de pratos, mas uma peça de arte, única. E por isso o artesão, quando tiver coragem de colocá-la a venda, só o fará com a plena consciência do comprador. Não é qualquer um que pode ter a verdadeira porcelana. Não apenas financeiramente falando. É preciso berço, pedrigree. Como qualquer comprador de uma Ferrari. Não é qualquer pessoa que entraria na Tiffany’s e pediria pela verdadeira porcelana.
Aquele que se torna o feliz possuidor de uma porcelana tomará o máximo de cuidado com ela. Dificilmente a tocará e raramente a usará. Ela será o seu orgulho e seu tesouro. Ele a exporá feliz para o seleto grupo de amigos entre uma taca de conhaque e outra, e recolocará seu lugar na cristaleira. Seria uma dor imensa ver um único arranhão em sua superfície alva e esmaltada.
Quando finalmente o proprietário resolver usa-la (na presença do Papa, talvez), será um martírio ver os talheres (ainda que de prata) rangendo contra sua cara porcelana. E quando um único prato quebrar-se, dolorosa será a separação de seus cacos. Talvez seja guardado um prato ou outro. Mas nunca terá mais valor a verdadeira porcelana incompleta.
Quanto à porcelana, pouco se sabe o que ela quer. Apesar de igualmente refinada, ela não é um cristal, pelo qual se pode ver através. Ela é opaca, dura e de fragilidade imensurável. Sabe-se que quanto mais brocados, melhor ela será. A faz esquecer seu passado de argila.
Talvez o que queira uma porcelana, além de implorar por não ser quebrada, é ser tocada, usada, e exposta. E é claro, viver para sempre.
*Proxima postagem: Vermelho - parte 1
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Um aviso do gato...
Ola, queridos!
Em breve (muito breve) postagens contendo algumas neuras, metaforas e associacoes bizarras da minha mente...
Me perguntam do Cheshire e porque essa fixacao.
O Cheshire eh tudo.
Ele eh um guia, um conselheiro e ao mesmo tempo uma pedra no sapato. E com uma alma meio cigana. Bateu o vento Norte e lah foi ele! Nada melhor para descrever como sera esse blog. As vezes, quando bater a vontade de escrever, escrevo. Se nao der tambem...
Mas aguardem.
*Proxima postagem: Porcelana
Em breve (muito breve) postagens contendo algumas neuras, metaforas e associacoes bizarras da minha mente...
Me perguntam do Cheshire e porque essa fixacao.
O Cheshire eh tudo.
Ele eh um guia, um conselheiro e ao mesmo tempo uma pedra no sapato. E com uma alma meio cigana. Bateu o vento Norte e lah foi ele! Nada melhor para descrever como sera esse blog. As vezes, quando bater a vontade de escrever, escrevo. Se nao der tambem...
Mas aguardem.
*Proxima postagem: Porcelana
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