quinta-feira, 23 de abril de 2009

A grande teoria dos átomos

Em homenagem àqueles que ainda não tiveram a sorte de me ver suficientemente alcoolizada para declamá-la.
Nota: os físicos e químicos quânticos perdoem os clichês e óbvios assassinatos às leis da ciência. Essa é uma viajação metafísica, não científica, me deixem pensar do jeito que eu quiser, tá?


Minha teoria tem 5 pilares principais:

1. Você é feito de átomos. E é verdade. Tudo é feito de átomos ou partes que os compõe. Além disso, eles estão sempre mudando de lugar. Os átomos que existem em você um dia podem ter pertencido a uma pedra ou à pessoa sentada ao seu lado.


2. Átomos sabem das coisas. Tudo se anula. Tudo que acontece é em busca de um equilíbrio maior. Pensem nos fundamentos básicos da química quântica (ééé, pontes de hidrogênio, camadas de valência, lembram?). Átomos se ligam para atingir o equilíbrio de seus elétrons. Todas essas ligações buscam o quase impossível equilíbrio das coisas, e por isso elas estão sempre em movimento.

A existência do ser humano, o formato das montanhas e até mesmo a razão para algumas pessoas se sentirem cronicamente infelizes são átomos se movendo em busca do equilíbrio. Não digo que se você é feliz você estará anulando a carga de alguém infeliz. Muito pelo contrário, é mais fácil que você anule a falta de energia numa pedra de gelo. Seres humanos têm cargas muito parecidas entre si para anularem uns aos outros.

Tente imaginar que seus sentimentos, pensamentos, a cor da sua pele, a hora que você nasceu, tudo foi obra de átomos que resolveram se mexer numa pequena porção do universo e voilá, aqui está você, agora, lendo isso. O destino é o acaso e não é. É pela vontade dos átomos, mas eles não têm vontade alguma. Eles simplesmente SABEM o que fazer.

3. Deus não existe, mas os átomos existem. Eles estão em todo lugar. Tudo podem e em tudo influenciam. Se na criação dos coacervados que deram origem à vida um átomo específico não estivesse presente, é possível que a vida nem existisse. E isso tanto faz para eles, eles só querem o equilíbrio de tudo.

4. Você não é nada para o Universo. Feliz isso, não? O fato de você ter nascido não significa nada para o universo. Outros tantos átomos poderiam ter anulado aquilo que você anulou. Mas os átomos escolheram a sua existência, assim do jeito que ela é. Legal, né? Se imagine como a porção atômica mais sortuda da existência agora.

5. Tudo ou nada são conceitos relativos. A vida existe pra anular algo que não necessariamente é a morte ou a ausência de vida. O universo não é o contrário da falta de matéria. O equilíbrio real das coisas talvez seja algo tão intangível para nós, que não conseguiríamos seuqer projetá-lo. Afinal, toda teoria metafísica tem que ter sua brecha para alguns mistérios, não? EU disse, átomos, são espertinhos...

p.s.: Eu tenho medo das coisas nas quais eu acredito.

Um comentário:

faz diferença? disse...

hehehe.. adooro menina..

me dá vontade de tomar 4 caipirinhas e destilar minhocas.